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Eu brinquei
Com as paixões, pela juventude
Fui descalço e sem pé(s) no chão
Tropecei,
Mirei o céu, mas voar não pude
Passo em falso, fui ao porão
E cada conta desse meu rosário era um calvário
Do vício de jogar com o amor eu fiz o meu ofício
Sonhando, me enganei que fui feliz
Mas, ser feliz é quase falecer
E eu preferi viver
Surrado, sigo na rota
Meu riso não se desbota
No olhar, paira um brilho esquisito
E, na jugular, ferve um grito
Lavei meu coração
Há sempre outra estação
Um amor vai, outro vem
Vagando no vagão
Lavei meu coração
Há sempre outra estação
Um amor vai, outro vem
Calcei meu(s) pé(s) no chão
Segue em frente o trem
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